Buenos Aires - Zoo Luján

Segunda 16/01

Estava apreensiva com esse passeio, li vários relatos positivos e negativos sobre o Zoo, sobre a maneira como os animais eram tratados, que ficavam acorrentados, dopados... Adoro bichos e não gostaria de chegar lá e presenciar maus-tratos e muito menos contribuir com essa atitude. Por fim conversei com uma pessoa que mora em Buenos Aires que já fez esse passeio várias vezes e me garantiu que não tinha nada disso, que eu tinha que ir para ver como funcionava o local. Enfim decidimos fazer o passeio e me prometi que faria o comentário exatamente do que eu visse. 

No dia anterior liguei para a Fabebus (02323-436304) para reservar os lugares na Van  que leva ao Zoo Luján ($56 ida/volta por pessoa). A Van pára em pontos determinados, pegamos em frente ao hotel Republica próximo ao nosso hotel. A volta é combinada na ida com o próprio motorista, caso queira mudar o horário do transfer é só pedir a recepcionista do zoo para ligar. A van levou apenas a minha familia e mais um casal, não tivemos paradas pelo caminho, levamos uns 50min até o Zoo, normalmente esta viagem dura de 1:15 a 1:30h segundo informação do próprio motorista.

Fomos os primeiros a chegar, por volta das 9:40h, o local é muito simples, terra batida mesma, nada de calçadas, cadeirinhas, ventiladores...nada disso, uma fazenda. Bem em frente ao portão uma moça  vende as entradas ($100 pagamento em dinheiro) próximo a esta moça já vimos a primeira jaula com filhotes de leões e cães, juntos e misturados. Mais a frente um rapaz recolhe o ticket, entrega o mapa com a localização das jaulas e vende sacos de ração. No caminho para as jaulas passamos por um museu ao ar livre de carros militares e vagões ferroviários, relíquias de propriedade do Zoo.






Como chegamos cedo ainda não podíamos entrar nas jaulas, enquanto aguardávamos caminhamos pelo local e presenciamos os animais sendo tratados e alimentados, vimos também uma moça avaliando-os e dando instruções, pareceu ser a veterinária, inclusive na jaula dos filhotes só entramos depois que ela autorizou.


                                   


Os animais ficam em currais, cercados, os felinos em jaulas e alguns são criados totalmente soltos como as ilhamas. Nenhum animal estava acorrentado. Os animais nascem na fazenda e desde bebês são criados em contato com pessoas e cães para que cresçam dóceis e domesticados. 






Depois retornamos para o passeio de dromedário, eu preferi não fazer, o passeio é bem curto, um pequena volta, quem fez achou divertido.  O urso estava novamente sendo tratado, então desistimos e não retornamos a jaula dele. Alimentamos e tocamos em  Ilhamas, veados, ovelhas, patos, cavalos... Vimos também macacos e puma mas não entramos nas jaulas. Por opção e respeito (risos) não entramos na jaula do Rei leão.


Enquanto fazíamos o reconhecimento do local, observei que as jaulas eram feitas com aquelas cercas de arame dupla (alambrado) e uns 2 tratadores por jaula que as vezes ficavam de costas para os animais, isso me deixou um pouco assustada, mas por outro lado se fosse TÃO PERIGOSO assim, teriam mais tratadores.

O tratador passa algumas instruções de como se comportar dentro das jaulas e como tocar nos animais. Para entrar nas jaulas é preciso ser maior de 16 anos, crianças só podem entrar na jaula dos filhotes. A quantidade de pessoas e o tempo de visita dentro das jaulas é controlado pelo tratador respeitando o repouso e o momento de alimentação dos animais.

Começamos nossa aventura pelo cercado dos filhotinhos de leão com apenas 25 dias, foi maravilhoso, é difícil descrever a sensação de tocar e carregar um animalzinho destes, são lindos, fofinhos, pesados, arranham, com uma pelagem linda e sedosa, uma delícia.


Tivemos a oportunidade de alimentar os elefantes, eles estavam praticamente soltos, apenas uma barra de madeira nos separava. Enquanto o tratador cortava as maçãs brincava com um dos elefantes que balançava e batia a tromba no chão pedindo comida.



Prontos para mais uma aventura, entramos numa jaula com um tigre e uma leoa adultos. Estavam deitados, bem tranquilos, pareciam estar dormindo, pareciam, o tigre correspondia ao carinho mexendo o rabo e a leoa resolveu ficar de barriga para cima exatamente quando minha filha estava acariciando-a.



Para finalizar nosso passeio entramos numa jaula com uns 6 tigres adultos, alguns estavam deitados e outros andando pela jaula. Um dos tigres passava entre nós como se fosse a coisa mais normal do mundo e ao conversar com o tratador sobre isso, ele me disse que ELA era a mais mansa, tinha nascido lá na fazenda e estava incomodada porque estava perto de parir.



O tratador colocou um tigre sobre uma bancada para que pudéssemos tocá-lo e depois dar mamadeira, imagina uma lambida de tigre. De perto é que podemos ver o quanto são lindos e perfeitos, a pelagem é maravilhosa e sedosa, as patas imensas e tão delicadas, os olhos, tudo muito perfeito. Inesquecível.


Foi uma experiência maravilhosa, única, inesquecível, jamais imaginei chegar tão perto de um felino, muito menos tocá-lo. Ficamos na fazenda das 9:40 até as 12:20h e durante todo esse período não presenciamos nada de maus-tratos aos animais.

Retornamos para  Buenos Aires e queríamos comer um churrasco. Seguindo a indicação do hotel fomos almoçar no Siga la Vaca em Puerto Madero ($93 menu com bebidas e sobremesa). Arriscamos, pois alguns blogs recomendavam, outros condenavam, e parece que demos sorte estava tudo perfeito. Claro que não tem tantas opções como as churrascarias aqui no Brasil, mas o buffet estava variado com saladas, pratos quentes, massas, molhos, frios... As carnes estavam todas excelentes, saborosas e macias. As sobremesas estavam simplesmente deliciosas, eu pedi um Vulcano (petit gateau) um dos melhores que já comi.

Após almoço, pegamos taxi ($14) até a Galeria Pacifico, fizemos algumas comprinhas e no final do dia retornamos a pé para o hotel. 

Como estávamos cansados e a fome era pequena, optamos por encerrar a noite mais cedo com um lanche na Starbucks  próxima ao hotel. Para quem gosta do nosso pão de queijo mineiro é só pedir o pan de queso, uma delicia. 

Mais em:
Roteiro
Vídeo do Zoo Luján

Veja vídeo apresentado no Domingo Legal/SBT:
http://www.sbt.com.br/domingolegal/videos/Default.asp?id=76be639ba76a7911f4ff3da8e92182d9


Comentários

  1. Oi Radiá,
    muito bacana o seu relato, quando estive em Buenos Aires pela primeira vez tive muita vontade de conhecer o zoo, porém meu tempo foi curto. QUero ir agora na próxima viagem, esses preços que você colocou estão em reais ou dólares?

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    Respostas
    1. Olá,

      Obrigada! Os preços estão em pesos argentinos.

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  2. Adorei ler sobre o Zoo Lujan, também li algumas coisas boas e ruins sobre o zoologico e fiquei muito tranquila em saber que posso visitar tranquilamente e ver todos esses animais lindos e bem tratados. Vou em novembro a argentina e amei a dica da churrascaria! :)As fotos ficaram d+!

    Aline.

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  3. Oi Aline,
    Pois é, durante a nossa visita não vi nada de errado. Soube hoje de um vídeo que passou no SBT, no Domingo Legal, já assisti e foi exatamente o que vimos. Estou divulgando o link, dê uma olhadinha, e quando retornar da sua viagem, passe aqui para nos contar como foi.

    Radiá

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    Respostas
    1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  4. Ola, tbem fui ao zoo em outubro de 2012 a adorei, tive uma experiencia unica, guardada na minha memoria e do jeu filho de 8 anos para sempre.. valeu a pena, e me deliciei lendo sua experiencia, senti saudades de la.. bj

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